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Jovens sofrem mais com dilemas éticos

Noticia 5762

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Os dilemas éticos estão sendo amplamente discutidos nacionalmente. Aproveitando o gancho, a consultoria ICTS Protiviti, especializada em gestão de riscos, auditoria interna, ética, compliance e segurança, divulgou os resultados da segunda edição da pesquisa bienal (2012/2014) Perfil Ético dos Profissionais das Corporações Brasileiras.

Segundo dados do site da ABRH-Nacional, a pesquisa apresenta o posicionamento diante de dilemas éticos e pontos a serem considerados na gestão da ética e do compliance individual dos profissionais. Entre os resultados, o levantamento revela que os profissionais mais jovens encabeçam, como maioria, o grupo de alto risco em grande parte dos dilemas éticos. É o que demonstram os dados abaixo:

• 68% até 24 anos tendem mais a hesitar em denunciar;

• 82% até 24 anos tendem mais a aceitar atos antiéticos;

• 62% de 25 a 34 anos tendem mais a ocultar erros de colegas;

• 59% até 24 anos tendem mais a decidir sobre o furto a partir das circunstâncias;

• 56% até 24 anos tendem mais a decidir sobre o suborno a partir das circunstâncias;

• Aproximadamente 7 em cada 10 jovens tendem mais a aceitar presentes no trabalho (suborno em forma de presentes).

O estudo contou com a participação de 8.712 profissionais de 121 empresas privadas com operação no território nacional. Uma análise para esses resultados é a de que jovens tomam decisões rápidas – e às vezes precipitadas –, apresentam baixa tolerância à frustração e não lidam bem com autoridades.

“Somados os fatores, começamos a compreender o motivo de ter sido identificada uma maior incidência de jovens nas decisões de risco frente aos dilemas éticos aqui abordados”, avalia Mauricio Reggio, sócio-diretor da ICTS.

Nesse cenário, o desafio para as organizações é o de formar esses jovens, para que eles construam conceitos éticos sólidos, que os guiarão durante sua carreira.

“Nossa experiência junto às empresas-cliente reforça cada vez mais o entendimento de que ética se aprende, principalmente em se tratando da característica sociocultural do Brasil – nação jovem, ainda em formação de padrões éticos mais rígidos. Nesse contexto, cabe às empresas o papel de colaborar de forma mais ativa para a formação dos profissionais brasileiros nos temas comportamentais relacionados à ética e valores organizacionais, e não apenas com a capacitação técnica. Os profissionais são contratados por suas competências técnicas, entretanto, boa parte das vezes, demitidos por seu comportamento”, diz Reggio.

Os dados da pesquisa foram obtidos através do processo de Análise de Aderência à Ética Empresarial da ICTS Protiviti. O nível de aderência à ética do participante é avaliado a partir de reflexões de temas éticos, com questões opinativas e análise do posicionamento frente a dilemas éticos, por meio de três instrumentos (aplicação de questionários, pesquisa documental e entrevista estruturada).

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