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Mudanças no mercado de recrutamento

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Não é novidade que a tecnologia proporciona diversas mudanças em todos os âmbitos de nossas vidas, inclusive quando falamos de trabalho. Além do trabalho em si, o processo de contratação de funcionários está mudando cada vez mais, em decorrência destas evoluções. E uma das provas é o LinkedIn, que nos últimos anos cresceu bastante e viu a forma tradicional de recrutamento se transformar.

Em entrevista ao Portal Imprensa,  Fernanda Brunsizian, gerente de comunicação do LinkedIn no Brasil, falou um pouco sobre o avanço da plataforma no Brasil, que em cinco anos de atuação, superou a marca de 20 milhões de usuários, o que coloca o país como o terceiro maior mercado da empresa, atrás apenas dos Estados Unidos (com 100 milhões de usuários) e da Índia.

“O LinkedIn passou de um site em que as pessoas iam para procurar emprego a um lugar para construir suas relações profissionais. Nossa missão é conectar gente do mundo todo de uma maneira mais produtiva e bem-sucedida”, afirma Fernanda.

Mais da metade da receita da empresa (60%) vem da área de Soluções de Talentos, com mais de mil clientes, desde start ups até grandes corporações. A divisão intitulada Soluções de Marketing é responsável por 20%, enquanto as assinaturas englobam os 20% restantes. Em 2014, a companhia totalizou uma receita de US$ 2,21 bilhões, um aumento de 45% em relação ao ano anterior.

“Acredito que conseguimos promover uma transformação na área de recrutamento. Imagina como acontecia no passado. A empresa divulgava uma vaga, a pessoa ia atrás e se registrava. As vagas só conseguiam chegar aos candidatos que estavam de fato procurando emprego. No LinkedIn, elas chegam para quem não está procurando, mas que pode, sim, escutar uma proposta interessante. Isso amplia o alcance.”

IMPRENSA Mídia – Qual a importância do mercado brasileiro para o LinkedIn?

Fernanda Brunsizian – O LinkedIn foi traduzido para o português em 2010, isso fez com que ganhasse espaço e usuários no país. Nessa época, tínhamos uma média de um milhão de usuários. O Osvaldo de Oliveira [diretor do LinkedIn] foi o primeiro funcionário aqui. Em 2011, abrimos um escritório provisório em São Paulo e na metade de 2013 mudamos para uma sede própria.

São quantos funcionários?

Em julho de 2013 tínhamos cinquenta funcionários, hoje são cem. Crescemos muito nos últimos três anos de atuação no Brasil. É o nosso único escritório na América Latina. Mais ou menos oitenta pessoas se dedicam apenas para o Brasil e as outras vinte para a América Latina. Grande parte dos funcionários está em vendas.

Como funciona a divisão de áreas no LinkedIn?

São duas grandes divisões. Uma é chamada Soluções de Marketing, que cuida de publicidade. Ela é bastante segmentada e específica. A outra é a Soluções de Talento, na qual estão os produtos oferecidos para Recursos Humanos, Recrutamento e onde trabalhamos o conceito “marca de empregador” [quando as organizações passam a se preocupar em desenvolver sua reputação de boa empregadora]. Uma nova área chamada Soluções de Vendas deve chegar em breve. A maior área é Soluções de Talentos, com aproximadamente mil clientes de várias indústrias e portes.

Quais os principais desafios no mercado brasileiro?

Um dos desafios é fazer com que os brasileiros completem o perfil. É um trabalho que passa pela área de treinar e educar. Buscamos mostrar o que tem dentro da rede social. Muita gente tem a plataforma para procurar emprego, segundo as nossas pesquisas essa é a quinta razão pela qual as pessoas usam a rede social. Mas queremos mostrar que é muito mais uma plataforma de network e de consumo de conteúdo profissional. O “procurar” emprego passa a ser uma consequência.

Vocês investem em treinamentos que ensinam como melhor utilizar a plataforma?

Sim, tanto do lado corporativo, como para os usuários no geral. Promovemos treinamentos para funcionários de nossos clientes também. As companhias mais modernas já perceberam que quanto mais atualizado o perfil de seu funcionário, melhor será para elas. Por dois motivos: primeiro porque podem trabalhar o tema de mobilidade interna e segundo é que elas já entenderam que os funcionários são embaixadores da marca da empresa. Se ajudar a cuidar bem do perfil deles, terá um grande número de embaixadores.

Qual é a missão do LinkedIn?

Esses três anos foram de conquista no mercado brasileiro. O LinkedIn passou de um site em que as pessoas iam para procurar emprego a um lugar para construir suas relações profissionais. Nossa missão é conectar gente do mundo todo de uma maneira mais produtiva e bem-sucedida. Acredito que temos conseguido promover uma transformação na área de recrutamento. Imagina como acontecia no passado. A empresa divulgava uma vaga, no impresso ou no site, a pessoa ia atrás e se registrava. As vagas só conseguiam chegar aos candidatos que estavam de fato procurando emprego. No LinkedIn, elas chegam a quem não está procurando, mas que pode, sim, escutar uma proposta interessante. Isso amplia o alcance.

Quais as principais formas de receita?

Hoje, 60% da receita da empresa vêm da área de Soluções de Talento. Isso inclui a página de carreira, a marca de empregador, posicionamento de marca e softwares oferecidos para que os RHs consigam filtrar as vagas. O principal produto é o Recruiter, software que faz uma ampla busca e tem vários filtros para encontrar candidatos. Há 20% que vêm da área de Soluções de Marketing, que tem como visão engajar os consumidores por meio de conteúdo. Ou seja, trabalhar a página da companhia, os posts, e-mails, atualização patrocinada. Sempre pensando em uma publicidade com conteúdo profissional. Os 20% restantes vêm de assinaturas, uma área que ainda não tem uma equipe específica no Brasil, é diretamente pelos Estados Unidos.

Os clientes de vocês são majoritariamente de qual segmento?

Na área de Soluções de Marketing, os principais clientes são indústrias, educação, mercado financeiro, tecnologia e automobilística.

Como o público brasileiro se comporta? Quais suas particularidades?

Ele tem aspectos bem específicos. Um deles é que brasileiro se conecta mais com brasileiro. Não é tão internacionalizado. Esse público também precisa de um perfil mais completo, preencher as áreas em branco. A plataforma funciona com palavras-chaves, então quanto mais completo, mais informações relevantes o usuário terá. O sexo é bastante equilibrado, 46% dos usuários brasileiros são mulheres e 54% homens. Posso dizer também que é uma das regiões onde o público de estudantes mais cresce, comparado com outros países. Os jovens profissionais entendem a importância de estar na plataforma.

Há serviços específicos para empresas nas áreas de gestão de talentos?

Todo o tipo de empresa está presente no LinkedIn, de diferentes tamanhos, e todas elas encontram uma ferramenta para trabalhar o seu talento. Uma empresa de 20 mil e outra de mil funcionários usam ferramentas diferentes. Fazemos muita pesquisa de tendência também. Como temos uma base de usuários bem grande, temos pesquisado, por exemplo, o que os profissionais buscam na hora de mudar de emprego ou o que o RH valoriza na hora de fazer uma contratação.

Como está a migração para as plataformas móveis? Quantos porcento do acesso são feitos por dispositivos móveis?

Temos 47% das visitas feitas por mobile. Cada vez mais temos atualizado o software desses dispositivos, mas o conteúdo é sempre o mesmo.

Como o LinkedIn trabalha com conteúdo? É uma produção própria ou terceirizada?

Em relação ao conteúdo, trabalhamos com a seção Influencers, que hoje só está em inglês. São líderes mundiais que influenciam decisões de negócios. Hoje são quase 500 nomes que elaboram conteúdo exclusivo para o site e de forma voluntária. Existe uma equipe editorial nos Estados Unidos que faz o convite para essas pessoas, de diferentes setores, que escrevem sobre diversos assuntos. Ao seguir os influenciadores, os usuários sempre recebem as atualizações. Outra parte são as publicações. O usuário escolhe quais seguir e o benefício é que todo dia de manhã recebe as principais matérias em sua timeline relacionadas com o seu ramo/atividade. O próprio site faz o encontro de interesses.

Quais as principais parcerias de vocês?

De tempos em tempos temos comprado empresas que têm a ver com o nosso negócio. Em 2013, por exemplo, compramos o Pulse [um agregador de notícias que exibe as informações de forma bem peculiar e está disponível em várias plataformas. No Brasil, ainda não fizemos nenhuma aquisição. Em 2014, a companhia fez três grandes aquisições: a Bizo, focada em publicidade digital para empresas B2B; a Bright, de inteligência e tecnologia, e o Newsle, um serviço que envia notificações quando as pessoas que você conhece aparecem em alguma notícia.

 

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