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Como a inovação afeta uma empresa global?

Noticia 5722

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Ter bons funcionários depende de uma série de fatores, que partem desde o processo de seleção e contratação do profissional, até a forma como a empresa desenvolve seus valores e culturas. Neste sentido a unidade de inteligência da The Economist , patrocinado pela EF Education First, desenvolveu uma pesquisa para entender o que interfere nos processos de inovação das empresas: A empresa inovadora: como as multinacionais liberam seu potencial criativo.

Realizado com 350 entrevistados, o levantamento apontou que empresas com problemas em comunicação podem não conseguir capitalizar seus investimentos para a impulsionar a inovação. Um dos principais problemas está relacionado ao nível de confiança. A confiança dos entrevistados fica em 96% quando se comunicam com colegas em seu departamento e cai para 72% ao interagir com colegas em outros países.

Cerca de 87% das empresas concordam que a colaboração entre diferentes culturas produz ideias inovadoras, mas 50% disseram que isso dificulta o compartilhamento de ideias com colegas em outros países.

“Sempre escutamos a frase ´inovação ou morte´”, diz Peter Burman, presidente da EF Corporate Solutions. “Os CEOs sabem que isso é verdade e dizem que inovação é prioridade, mas claramente enfrentam um gargalo na inovação pelo fato de os funcionários não terem confiança ao se comunicarem com colegas de outros países. As empresas precisam reconsiderar as habilidades necessárias para que as pessoas se sintam confiantes em compartilhar ideias com diferentes hierarquias, departamentos e países”, analisa.

Um disparidade ficam em relação à expectativa do aprimoramento de habilidades de comunicação dos colaboradores e investimentos necessários na área. Para 81% dos colaboradores, o investimento em comunicação melhoraria a capacidade de inovação da empresa, mas quase 30% das empresas assumiram que seus gastos nesta área são inadequados ou inexistentes.

A hierarquia também é um ponto de destaque do estudo. Cerca de 95% CEOs usam bastante os processos de compartilhamento de ideias , essa taxa cai entre os gerentes com 78% e chefes de departamento 77%. Neste sentido, Burman destaca duas habilidades são fundamentais para o desenvolvimento de uma cultura corporativa inovadora: criatividade e comunicação internacional. Mas a opinião de governos e empresas difere no que diz respeito a quem pertence a responsabilidade por esse tipo de treinamento.

Em torno de 55% dos executivos disseram ser unicamente sua responsabilidade fornecer treinamento para incentivar inovação e 37% afirmaram que as habilidades disponíveis em seu país não são adequadas para melhorar a capacidade de inovação da força de trabalho. Entretanto, 75% dos representantes de governo entrevistados disseram que não é seu trabalho abordar as dificuldades de inovação das empresas. Eles acreditam que o maior problema é conscientizar os adultos dos treinamentos já disponíveis.

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